Ferreiras

A localidade foi palco da ocupação romana, existindo aí vestígios que remontam ao séc. II a. C. Inicialmente conhecida por “Lagoas”, devido à existência de lagoas que se formavam na época das chuvas, o actual topónimo está ligado à existência de uma família cujo apelido era Ferreira, e que se instalou nesta região, em meados do séc. XIX.

No centro urbano de Ferreiras pode-se ver as casas típicas com terraços no telhado, faixas coloridas e chaminés caracteristicamente Algarvias. Tem um vasto património rural com moinhos de vento, prensas, eiras e rodas d'água.

Ferreiras Monumentos e Pontos de Interesse

Estação de Comboios Parte importante na história de Ferreiras e do concelho, a Estação dos Comboios de Ferreiras, é, ainda hoje, uma das principais portas de entrada de Albufeira. Em 1918, saiu o primeiro vapor de Lisboa em direcção a Albufeira e, a partir de Novembro de 1926, os comboios rápidos começaram a parar nesta estação. Mais tarde, em 1938, a empresa de viação do Algarve iniciou a ligação entre a Vila de Albufeira e Ferreiras através de carreiras regulares que se mantêm até hoje.

Igreja de S. José - Ferreiras A Igreja matriz de Ferreiras foi inaugurada a 30 de Abril de 2000 e localiza-se a Norte da povoação de Ferreiras, caracterizando-se pela sua forma octogonal de grandes dimensões e pela sua torre coroada por um globo e um galo em cobre. No centro encontra-se uma fonte com água, que representa fertilidade e frescura. O altar é decorado por um painel de vidro azul e por uma escultura em madeira de Cristo ressuscitado, da autoria do escultor algarvio Arlindo Arez. A pia baptismal é decorada por um painel de azulejo da autoria das irmãs carmelitas, que recorda “O baptismo de Jesus por João Baptista no rio Jordão”. Merecedora de destaque é ainda a imagem de São José Baptista oriunda de Itália.

Guia

Fundada na época dos romanos, os Árabes deram-lhe o nome de Alfontes que significa “para lá da fonte”.

As origens desta povoação são difíceis de determinar, mas a tradição oral perpetua o local onde se situa a Ermida da Nª Senhora da Guia, como o lugar onde a virgem apareceu numa das suas invocações.

Actualmente a Guia é uma referência gastronómica nacional pela existência do típico "Frango da Guia".

Guia Monumentos e Pontos de Interesse

Cemitério Medieval O antigo cemitério medieval da Guia foi recentemente reabilitado e transformado num pequeno pátio, do qual podemos destacar um altar decorado com ossos e um lago que confere a este espaço um ambiente tranquilo.

Ermida de Nossa Senhora da Guia Segundo os indícios, esta Ermida será anterior ao séc XVI, tendo ficado parcialmente destruída com o terramoto de 1755. Constitui um importante testemunho do período Barroco no Algarve e um dos monumentos de maior valor artístico de todo o concelho de Albufeira. O interior está revestido por azulejos policromados que dão merecido destaque à imagem da padroeira da povoação, datada do século XVII.

Ermida de S. Sebastião Edificada, possivelmente, no início do século XVII, esta ermida ficou bastante danificada com o terramoto de 1755, tendo sido totalmente reconstruída passados 3 anos. A Ermida é dedicada a São Sebastião, que segundo reza a tradição, foi um santo determinante para a extinção da peste negra. Uma imagem deste santo do século XVII pode ser visto na sacristia da Paróquia da Igreja Matriz.

Igreja Matriz da Guia Edificada no século XVII, esta igreja tem como padroeira a Nossa Senhora da Visitação, cuja imagem, datada do século XVIII, podemos admirar no seu interior. É de destacar ainda o retábulo da Capela-Mor, as imagens de Santo António e do Cristo Crucificado, datadas do século XVII, as imagens de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora das Dores, ambas do século XVIII e os belíssimos painéis de azulejos.

Lagoa dos Salgados Considerada como área Importante para as Aves (IBA-Important Bird Área) a nível comunitário, a Lagoa dos Salgado é um pequeno sistema lagunar que assume maior dimensão na época das chuvas. Apresenta um mosaico de pequenas ilhotas de vegetação, núcleos de plantas hodrófilas e halófilas, e água livre de profundidade variável. Esta característica permite a presença de um vasto leque de espécies pernaltas desde as mais pequenas como o borrelho-de-coleira-interrompida, passando pelas de dimensão média, como o perna-longa, até às maiores – o flamingo ou o colhereiro.

Olhos de Água

Esta pequena povoação piscatória, a 6 quilómetros de A0lbufeira, fica na história pela sua importância enquanto ponto de vigia na defesa da praça de Albufeira, desde o século XVII.

O seu topónimo tem origem nas fontes de água doce que brotam do mar, originando um fenómeno natural de rara beleza, a que se dá o nome de Olheiros.

A partir da década de 70, com o incremento da actividade turística no concelho, esta localidade sofreu grandes alterações a nível económico, constituindo hoje uma das principais zonas turísticas do concelho de Albufeira.

Olhos de Água Monumentos e Pontos de Interesse

Torre da Medronheira Construída durante o reinado de D. João III, esta torre tinha como principal função vigiar a costa, protegendo as populações dos corsários que navegavam nestas águas.

Olheiros Ao longo da praia, durante a maré baixa, podem ver-se nascentes de água doce que são um raro e belíssimo fenómeno.

Paderne

Com mais de sete séculos de história, Paderne está situado na parte interior de Albufeira, tendo sido conquistada pelos Mouros em 1248.

Após o terramoto de 1755, as pessoas foram removidas do interior das muralhas do castelo para norte, cerca de 2km de distância, onde agora se localizam.

O fluxo da ribeira de Algibre, Alte e Quarteira é um local popular para os caminhantes, ciclistas, pedestres e também para quem procura uma vila pacata que tem mantido a sua identidade.

Paderne Monumentos e Pontos de Interesse

Castelo de Paderne A cerca de 2 quilómetros da aldeia, encontramos o Castelo de Paderne. Edificação de origem árabe, está construído sobre um esporão rochoso, sendo contornado pela ribeira de Quarteira. Monumento Nacional desde 1971, o Castelo de Paderne tem a particularidade de ter sido erguido em taipa no período Almóada, entre o século XI e o século XII, durante a última fase de ocupação muçulmana da Península Ibérica. Foi conquistado aos Mouros, por D. Paio Peres Correia, em 1248. Esta fortaleza ficou muito danificada com o terramoto de 1755 e, em 1858, foi definitivamente desactivada. O Castelo de Paderne foi recentemente restaurado e funciona como objecto de estudo dos povos que habitaram esta região. Dono de um grande simbolismo na história Portuguesa, este é um dos 7 castelos representados no brasão da bandeira nacional. Este monumento constitui um dos mais importantes exemplos da arquitectura militar árabe em toda a península Ibérica e oferece a quem circula na A2 ou na Via do Infante, um efeito visual muito interessante, sobretudo à noite, devido ao efeito criado pela iluminação. Do cimo do castelo também se pode desfrutar de uma deslumbrante vista sobre a Ribeira de Quarteira, a ponte e as áreas circundantes.

Ponte do Castelo Esta ponte de aspecto romano, situada no vale a sudoeste do Castelo de Paderne, sobre a Ribeira de Quarteira, tendo sofrido remodelações por volta de 1771. Até hoje, conserva três arcos e dois talha-mares em forma de prisma triangular e escavações arqueológas no local dataram-na da era medieval. A ponte merece uma atenção especial e vale a pena uma visita, tanto pela sua monumentalidade, como pelo enquadramento paisagista. No local existe uma pequena rota pedestre - PR1, que poder ser usada como guião de visita ao local.

Azenha (Moinho de Água) Situa-se na margem do rio de Quarteira, por baixo do castelo de Paderne. Desconhece-se a data de construção desta Azenha, mas sabe-se, no entanto, que estes engenhos são mais antigos que os moinhos de vento, constituindo uma herança do período árabe. Este sistema de moagem utiliza como impulso a força impulsionadora da água. Em 1504, na carta de Foral concedida por D. Manuel I, está presente uma referência a estes sistemas de moagem que comprovam a sua antiguidade e a importância tecnológica que desempenhou na comunidade.

Fonte de Paderne Construída na rua de acesso ao castelo, esta fonte remonta ao século XVIII. Está protegida pela legislação Municipal, devido à sua importância por ter sido o local onde os locais podiam obter água e lavar as roupas nos locais próprios para lavagem. Alguns locais ainda se deslocam lá para obterem água fresca. Um lugar carismático que certamente deve ser visitado.

Moinho do Leitão No cimo do cerro com o mesmo nome, ergue-se o Moinho do Leitão. Uma estrutura de pedra, areia e cal, outrora característica da construção local, sendo um dos moinhos de vento mais antigos da freguesia de Paderne. Localizado no cume de um cerro, tem o mar a Sul como panorama e a Norte a serra algarvia.

Ermida de Nossa Senhora ao Pé da Cruz Esta Ermida, construída no século XVII, foi alvo de restauros, no ano de 1711. No seu interior é possível observar um retábulo do século XVII, importante testemunho do período barroco.

Ermida da Nossa Senhora da Assunção Antiga Paróquia de Paderne, a Ermida da Nª. Sª. da Assunção também conhecida por Ermida da Senhora do Castelo, situa-se dentro do perímetro da antiga fortaleza, cujo isolamento e consequente ruína, conduziram ao seu progressivo abandono, sendo que, apesar dos sucessivos restauros, foi definitivamente desactivada em 1858. Consiste numa pequena edificação de abóbada na Capela-Mor e de corpo fechado em madeira. Apresenta três altares, tendo no altar-mor a Sagrada Imagem da Nossa Senhora. Actualmente, restam apenas as paredes-mestras, tendo-se perdido a maior parte de seu espólio.

Igreja Matriz Deste belíssimo exemplo da arquitectura do século XVI, destaca-se a conjugação tardia de fórmulas renascentistas e elementos manuelinos, nomeadamente nas cantarias dos capitéis, no arco triunfal e na cobertura de uma das capelas da cabeceira. A Igreja é formada por 3 naves, um arco da capela-mor decorado com figuras humanas e um retábulo em talha, datado do século XVIII. A partir século XIX, esta igreja foi alvo de importantes modificações: Em 1880, foi construída uma nova fachada principal e, já em 1905, a torre sineira foi aumentada e dotada de um relógio. Do seu espólio fazem parte dezenas de peças escultóricas em madeira, dos séculos XVII e XVIII, dos quais se destaca a imagem de São Miguel Arcanjo oriunda da época barroca.